Missão intérprete: Humans of New York aterrissa no Rio de Janeiro
25 de fevereiro de 2021 2021-09-17 10:05Missão intérprete: Humans of New York aterrissa no Rio de Janeiro
Missão intérprete: Humans of New York no Rio de Janeiro
Eu simplesmente sabia que ele viria para o carnaval do Rio e, modéstia à parte, meu gabarito carnavalesco é um grande diferencial: além de foliã apaixonada pela maior festa do planeta, vivo esse ritual chamado Carnaval o ano inteiro, tocando em ensaios de blocos de rua e em escolas de samba.
Assim, deixei a síndrome do impostor de lado e enviei meu e-mail, redigido com muita estratégia para se destacar na multidão de mensagens que o fotógrafo sem dúvidas receberia. Alguns dias se passaram e, em meio à sobrecarga de trabalho e à correria do pré-carnaval, recebi um retorno informando que eu havia sido selecionada.
Missão dada é missão cumprida
De início, me surpreendi com a receptividade das pessoas: com pouca resistência e uma baixa taxa de rejeição, em questão de minutos lá estávamos nós, discutindo a infertilidade de um, o falecimento do pai de outro, a dificuldade de criar um filho na favela.
E, por abordar assuntos tão íntimos e sensíveis, mais de uma vez me peguei tendo que segurar a emoção, mas não o suficiente a ponto de não demonstrar empatia pelo entrevistado.
Em termos profissionais, o desafio desse job foi perceber que todo o bê-á-bá da interpretação em modalidade de acompanhamento e consecutiva tinha que ser reajustado a cada nova história narrada. Isso me rendeu um bom treino de jogo de cintura para situações futuras.


Portanto, dar voz em inglês/português a esse projeto me ajudou a resgatar um pouco da fé e da força necessárias para viver em um presente tão conturbado.
E, mais que um job imperdível, trabalhar dois dias* ao lado de Brandon foi um deslumbramento da vida como ela é: um amontoado de histórias, nem sempre justas, nem sempre belas, mas fundamentalmente dignas de serem contadas e ouvidas.
Porque, no final das contas, é a narrativa que nos reconhece humanos, nos imprime na realidade e nos propaga na História.
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